- 11:02 PM
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Um coração partido só dor sente,
quebrado e amargando novamente,
só se reconstrói quando permite-se libertar
do passado que o ousou entristecer
e das pessoas que resolveram ir pra jamais voltar.
Um coração quebrado só precisa de um ombro amigo,
de um elegante motivo
para saber que o amargar vai passar
e que sempre haverá alguém que irá lhe ajudar.
- 10:46 PM
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A leitura nos leva, muitas vezes, a sonhar e imaginar as mais diferentes fantasias. Dragões, bruxos, semi-deuses e outras tantas figuras lúdicas ganham vidas através das páginas de livros e na imaginação de muitas pessoas ao redor do mundo.
No Brasil, o hábito de leitura ainda é pouco, mas muita gente foge a essa estatística de 4 livros ao ano. Eu, inclusive, sinto orgulho em afirmar que passo longe dessa "meta" de obras literárias anuais.
Uma de minhas leituras mais recentes me chamou muito a atenção. A história e a maneira como o enredo é contado e construído, e até mesmo os mitos envolvendo os personagens principais mostraram a delicadeza que Anna Banks, a autora do livro, teve para fazer uma base que desse o prazer para o leitor.
Você precisa estar preparado para lidar com a verdade, não importa qual seja.
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Título: Poseidon
Autores: Anna Banks
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 288
Sinopse: Além da beleza fora do comum, com seu cabelo quase branco e seus olhos cor de violeta, Emma chama a atenção por ser um pouco desajeitada.
Ela não se sente muito à vontade em lugar nenhum... e não sabe que sua misteriosa origem é a fonte dessa sensação.
Galen, príncipe dos Syrenas, vasculha a terra procurando uma garota especial, capaz de se comunicar com os peixes — e que poderá salvar seu reino. Quando ele se encontra com Emma, a conexão é imediata: embora não saiba, Emma parece ter o dom que Galen procura. Mas, então, por que ela não conseguiu salvar sua melhor amiga do ataque do tubarão?
Cabe ao príncipe convencer a teimosa Emma a enfrentar sua real natureza e aceitar o desafio. E nada pode impedi-lo de alcançar seu objetivo.
Emma é desajeitada, e chama a atenção por sua beleza não convencional. Galen, é o príncipe dos Syrenas, e além de ser parecido fisicamente com Emma, é um dos únicos de sua raça que tem a permissão para manter contato com seres humanos.
O trágico início do livro nos revela a morte de Chloe, amiga de Emma. É em meio a esse caos, que temos a primeira amostra do poder que está por trás da vida da personagem principal. Galen, em meio a essa história, se vê atraído pela docente e inocente personagem, porém, sua relutância em aceitar a entrada do príncipe e de seus poderes em sua vida, tornam as coisas mais difíceis,
A história do livro, em si, me despertou grandes emoções. Gale e Emma, o casal principal, são extramente carismáticos e nos atraem rapidamente para mergulhar de cabeça na história. O envolvente enredo e as descrições físicas dos personagens acabam nos despertando ainda mais interesse pela convidativa leitura, e fazem com que nossa imaginação flua naturalmente e rapidamente, afinal, olhos violetas são extremamente raros.
O mito de sereias (ou, no caso do livro "syrenas"), aliados a forte atração sentida pelas personagens, mais a impulsividade deles diante de certos acontecimentos, levam o leitor há um misto de risos, sofrência, raiva e amor. Acabamos tendo uma relação empolgante ante a obra literária, e a escrita simples de Banks ajuda e muito nisso. A nossa compreensão diante o desenrolar se torna fácil, e nossa atenção ficam totalmente presos em capítulos muito bem estruturados, contados em primeira pessoa e terceira pessoa e que nos fabricam as mais diversas emoções, sensações e revoltas diante do que foi lido.
O pesar que tenho em relação ao livro, é a enrolação que acontece na metade do livro. Por ser um romance, existem muitos porquês a serem explicados, mas acontece que em certos trechos, a explanação ocorre de maneira tão grande e com tanta falta de sentido (para a história dos personagens principais), que chegam a irritar. Outro ponto que me deixou chateada foi uma certa pitada de "clichesismo", que apesar de eu adorar, acabou sendo extremamente frustrante, mas ainda tenho por mim que isso aconteceu por ser somente o primeiro livro da trilogia lançada por Anna Banks.
A Editora Novo Conceito, responsável pelo lançamento e distribuição do livro no Brasil, preservou a capa original usada nos Estados Unidos; e as folhas além de detalhadas, são de um material mais resistente, o que permite uma melhor visualização das páginas pelo leitor.
Anna Banks é uma autora que vem emergindo no Brasil. Com seu primeiro livro lançada em terras nacionais, ela é uma das promessas que vem chegando com força, então é bom ficar de olho nela!
- 1:28 PM
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| “A dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza.” - Engenheiros do Hawaii |
A banda Engenheiros do Hawaii está, no geral, entre minhas cinco bandas preferidas. As letras das músicas, as harmonias e arranjos das canções, os acústicos, não importa, são extremamente maravilhosas, e acabam sempre me gerando dúvida, sobre minhas preferidas.
A minha relação com a Engenheiros do Hawaii começou a anos atrás, quando eu, a caçula da família, comecei a perceber e ser influenciada por minha irmã, minhas primas e primos. É engraçado ver o quanto EnH (sim, essa é a abreviatura do nome da banda que eu, geralmente, uso) me proporcionou momentos bons. As letras conseguiam e conseguem até hoje, em grande parte, capturar meus sentimentos, e eu me sinto extremamente positiva ao ouvir. As lembranças que guardo na memória me remetem a um tempo gostoso, e faz voltar tanto minha infância, quanto minha adolescência.
Na atualidade, minha vontade ouvir Engenheiros do Hawaii não diminuiu, e para dizer a verdade, ela tem só crescido. Cada vez mais consigo me prender a esse vício que são essas canções que são tão críticas e líricas. Mas não pensem que é só essa banda que eu ouço! Acabei conhecendo bandas maravilhosa como Zignal e Drops 96 (essa última, inclusive, foi indicação de uma pessoinha super especial que me fez ficar viciada e fazer uma playlist mesclando as bandas).
Acho que sem mais delongas, nada mais justo, agora, do que irmos logo para as minhas músicas preferidas.
Engenheiros do Hawaii é uma banda brasileira de rock, formada em 1984 na cidade de Porto Alegre por Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) , que alcançou grande popularidade com suas canções líricas e críticas. Antes de chegarem à sua formação atual, a banda passou por algumas mudanças de formação, sendo Gessinger o último integrante da formação original a permanecer na banda até a "pausa" ocorrida em 2008, por motivos particulares da banda.
10. O Papa é Pop
9. Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e os Rolling Stones
8. Surfando Karmas & DNA
7. 3ª do Plural
6. Somos Quem Podemos Ser
5. Dom Quixote
4. O Preço
3. Infinita Highway
2. Pra Ser Sincero
1. Refrão de Bolero
- 1:26 AM
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Vivemos nossas lutas,
passando por cima de nossas fraquezas,
sobrevivendo a nossos pesadelos
para descobrir nossos instintos e desejos.
Somos explosões de emoções,
bombardeados pelas sensações
inspirados por nossas vivências
e destemidos nas ações.
Somos metade sal e metade açúcar,
descobrindo novas essências em nós mesmos,
buscando a cada dia novos caminhos,
para trocarmos o 'talvez' pela certeza.
Nos damos conta então que cometendo nossas falhas quando tememos errar
demonstramos a fraqueza ao desistir de tentar
deixamos que a chama se apague por medo de viver e recomeçar.
- 1:12 PM
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A história contada através da ótica de Molly Craig, em sua maior parte do tempo, é totalmente real.
Emocionante e sensível, a obra cinematográfica dirigida por Phillip Noyce é também uma obra prima que nos faz viajar para 1931, transformando nossos olhares em relação a questão etnocêntrica e nos abrindo a mente através de uma história, a entender o que se passou durante anos e com uma grande quantidade de pessoas.
A ótica de pensamento, a atuação das atrizes principais e a luta que é desenrolada ao longo do filme nos faz enxergar uma cultura que estava em desvalorização, tentando ser apagada e querendo ser alterada por quem se achava melhor. Isso não só foi presente na Austrália, local no qual se passa o filme, mas no mundo inteiro.
Fomos palco de várias atrocidades cometidas por culturas que se denominavam "superiores", mas que na verdade não compreendiam que a diferença é o que torna o mundo um local tomado de novas descobertas, aprendizados, possibilidades e desejos.
A minha experiência com esse filme foi a de angústia. Saber que milhares de crianças foram tiradas de suas famílias e impedidas de ter uma infância, adolescência e sua própria cultura, sendo literalmente roubadas por uma simples negação da aceitação da diferença é difícil.
O nome "Geração Roubada" nos remete a isso, há uma geração que teve seus costumes, sua identidade e suas características roubadas, para que, obrigadas a se "civilizarem", estivessem de acordo com seus colonizadores.
A realidade? Esse foi um dos grandes erros que a humanidade já cometeu, fazer a extinção dos diferentes costumes e raças, por causa de mentes que eram fechadas para o novo.
Nome: Geração RoubadaNome Original: Rabbit-Proof Fence
Data de Lançamento Mundial: 4 de Fevereiro de 2002
Data de Lançamento no Brasil: 21 de Novembro de 2003
Direção: Phillip Noyce
Classificação: Livre Para Todos os Públicos
Sinopse: Molly Craig é uma jovem australiana de 14 anos que, em 1931, ao lado de sua irmã Daisy , de 10 anos, e sua prima Gracie , de 8 anos, foge de um campo do governo britânico da Austrália, criado para treinar mulheres aborígenes para serem empregadas domésticas. Molly guia as meninas por quase três mil quilômetros através do interior do país, em busca da cerca que o divide e que a permitiria voltar para sua aldeia de origem, de onde foram tiradas dos braços de suas mães. Na jornada elas são perseguidas pelos homens do terrível governador A. O. Neville (Kenneth Branagh), o qual não admite que as meninas não estejam de acordo com o ditado pela sabedoria branca e cristã.
É muito fácil assistir um filme qualquer, mas em "Geração Roubada", a atenção do espectador é fixa na tela e no desdobramento dos fatos que seguem e constroem o enredo dessa obra cinematográfica, que nos convida a todo instante e nos instiga a estar ligados nos acontecimentos para que nada seja perdido.
A Austrália que nós conhecemos, ou diga-se de passagem a "Austrália branca", é somente um lado da história comovente existente naquele país. Os aborígenes foram humilhados pelos colonizadores que ali chegaram, sendo forçados a viver em uma situação de inferioridade que nos leva a refletir o quanto isso é absurdamente insano.
A questão etnocêntrica mostrada no filme nos faz caminhar em uma linha extensa de raciocínio. O que aconteceu na Austrália é uma história que há muito tempo vem querendo ser escondida. A questão historiográfica que lá se encontra, a falta de humanidade e a imposição de uma cultura tida como "superior" mostra o quanto sofreram as pessoas lá e ao redor do mundo.
As atuações de Evelyn Sampi (que interpreta Molly), Tianna Sansbury (que interpreta Daisy) e Laura Monaghan (que interpreta Graice) são surpreendentes. As reações e as retratações de tão jovens atrizes deram um grande sinalizador de grandeza ao filme. A maneira como mostram suas determinações são dignas o suficiente para prender o espectador que, a todo momento, se sente atordoado à maneira como elas são tratadas.
A questão do racismo e o direito cultural são bem abordados no filme, que, sensivelmente, trás a história real vivida por Molly Craig, sua irmã e sua prima. As retratações dos "centros educacionais" nos quais os nativos eram levados nos passaram a imagem e o total sentido do porque a existência daqueles locais. Obrigados a abandonar seus idiomas e costumes tradicionais, e assumirem uma orfandade, os nativos eram catequizadas e ensinadas a trabalhos da mais baixa qualificação: para os rapazes trabalhos agrícolas ou manuais urbanos, para as moças prendas domésticas. Quando já estavam "civilizados", eles eram enviados para famílias de toda a Austrália, que que passavam a ser totalmente responsáveis por eles.
Algo tão sórdido e que fica aparente logo no início do filme, é que todas as crianças enviadas para esses "centros educacionais" eram mestiças. Eles acreditavam que a tendência, com as crianças sendo mestiças e casando somente com brancos, era de eliminar os traços aborígenes que existiam em suas linhagens, criando uma "raça branca", apagando todos os traços e resquícios que existiam da cultura que estava na Austrália antes dos colonizadores chegarem.
Calcula-se que 10 a 30% de todos os nascidos aborígenes foram tirados de suas famílias e levados para esses "centros educacionais" entre 1910 a 1960. Esse processo diminuiu gradativamente, até que em 1972 este foi finalmente abolido.
A crítica encontrada no filme nos trás questões que podem ser valiosamente discutidas e levadas à frente, afinal, não foi só na Austrália que ocorreu esse ato contra a cultura dos aborígenes. Os colonizadores faziam com que suas colônias tivessem o ensinamento que eles queriam, embasando-se no que eles achavam certo, esquecendo da cultura que já existia ali e que pendia a todo momento as pessoas nativas daquele lugar.
Existem culturas que, totalmente massacradas pelas ações dos dominadores, acabaram sumindo. Na Austrália e no Brasil, por exemplo, a grande população permitiu que alguns rastros culturais que existiam antes de haver a colonização permanecessem, mas em pequenos países e ilhas isso não pode acontecer. A Tasmânia (uma ilha e estado pertencente à Austrália que fica localizado a 240 km da costa sudoeste) é um grande exemplo, porque, sem forças depois de tanto resistir a colonização inglesa, acabou tendo sua população "original" extinta.
O fato é que o filme trás a perspectiva etnocêntrica para nós, nos fazendo enxergar uma ótica de mundo caótico que era existente ainda a pouco em alguns locais do mundo. A segregação que eles faziam para que houvesse a extinção da cultura aborígene foi uma forma de tentar acabar com a identidade de uma cultura, e isso nos é transmitido. O sentimento de revolta que se instala em nós ao repararmos no sofrimento que essas pessoas passaram é mais um motivo para levantarmos as questões igualitárias em todo o globo. Somos exatamente iguais, e não será a cor da pele, os traços físicos ou o tipo de cabelo que mudará isso. Todos temos corações que pulsam, pulmões que nos fazem respirar, ossos que nos mantém em pé e uma série de outros fatores físicos que nos tornam exatamente iguais. O problema que enfrentamos no passado e muitas vezes vemos hoje em dia é a falta de humanismo, é a falta do olhar verdadeiramente real e caloroso, que trás a presença e prevalece a igualdade. Estamos sujeitos ao preconceito e ao racismo porque nos educamos dessa forma e passamos isso através de gerações.
Enquanto houver pessoas lutando para transformar o mundo em um local mais humano e ético, haverá esperança para mudar o futuro. Basta nós querermos agir para alterar os "valores" racistas e preconceituosos enraizados em nossas culturas.
Trailer do filme:
- 1:57 PM
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A atualidade tem tido grandes nomes no ramo musical, mas nenhum poderá ser comparado aos Beatles. A genialidade e os mistérios à cerca dos quatro garotos britânicos que fizeram uma grande mudança no cenário musical é, muitas vezes, desconhecida pelo público.
A banda era uma formadora de opiniões, tendo músicas extremamente sentimentais, que ao mesmo tempo continham protestos e ideais. Suas lutas e suas polêmicas jamais serão esquecidas. O fim trágico da banda, seus cortes de cabelo que viraram moda e influenciaram uma grande quantidade de jovens estão marcados na história.
A realidade atual nos permite observar o quanto essa cultura, por mais "antiga" que seja, continua atual, trazendo temas que são recorrentes em nosso cotidiano, porém, ela vem sendo esquecida e está sendo submersa em um poço de descuido, assim como tantos outros nomes da indústria fonográfica que fizeram grande sucesso.
Hoje, a postagem vem com o intuito de poder constar um pouco da história do Beatles, trazer algumas curiosidades, falar sobre a influência que eles tiveram na cultura pop. São muito assuntos para uma postagem só, então apesar de grande, eu espero que gostem.
The Beatles foi uma famosa banda de rock britânica formada em Liverpool, 1960, e um dos atos mais comercialmente bem-sucedidos e aclamados da história da música popular. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal).
Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos gêneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de “Beatlemania”, fizeram com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960.
Com a formação inicial de Lennon, McCartney, Harrison, Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria), os Beatles construíram sua reputação nos pubs de Liverpool e Hamburgo durante um período de três anos a partir de 1960. Sutcliffe deixou o grupo em 61, e Best foi substituído por Starr no ano seguinte. Abastecida de equipamentos profissionais moldados por Brian Epstein, que depois se ofereceu para gerenciar a banda, e com seu potencial reforçado pela criatividade do produtor George Martin, os Beatles alcançaram um sucesso imediato no Reino Unido com seu primeiro single “Love Me Do”, lançado em 1962. O primeiro LP, “Please Please Me”, foi lançado em 1963.
Ganhando popularidade internacional a partir do ano seguinte, excursionaram extensivamente até 1966, quando retiraram-se para trabalhar em estúdio até sua dissolução definitiva em 1970. Cada músico então seguiu para uma carreira independente. McCartney e Starr continuam ativos; Lennon foi baleado e morto em 1980, e Harrison morreu de câncer em 2001.
Durante seus anos de estúdio, os Beatles produziram o que a crítica considera um dos seus melhores materiais, incluindo o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), amplamente visto como uma obra-prima. Quatro décadas após sua dissolução, a música do grupo continua a ser muito popular. Os Beatles participaram também dos filmes “A Hard Day’s Night”, “Help”, “Magical Mystery Tour” e “Let It Be”, além de gravarem a trilha sonora do desenho animado “Yellow Submarine”.
Os Beatles tiveram mais álbuns em número 1 nas paradas britânicas do que qualquer outro ato musical. De acordo com a RIAA (Recording Industry Association of America), eles venderam mais álbuns nos Estados Unidos do que qualquer outro artista. Em 2008, a Billboard divulgou uma lista dos top-selling de todos os tempos dos artistas “Hot 100” para celebrar o cinquentenário das paradas de singles dos EUA, e a banda permaneceu em primeiro lugar. Eles já foram honrados com 7 Grammy Awards e 15 Ivor Novello Awards da BASCA, além de também terem vendido mais de 1 bilhão de discos ao redor do mundo. O Fab Four, ademais, foi coletivamente incluído na compilação da revista Time das 100 pessoas mais importantes e influentes do século 20.
Durante o tempo em que estiveram presentes e atuantes no meio musical, os Beatles lançaram cerca de 13 discos, todos entre 1960 a 1970. Ao desses dez anos, a expressão do amor dos fãs à banda foi extrema, e, ao anunciarem sua separação em meados da década de 1970, a repercussão gerou um grande estrondo, tanto na mídia, quanto na vida dos "Betlemaniacs". Após os anos em que sucederam a separação do quarteto britânico, uma série de discos-póstumos foram lançados, totalizando, a partir de 1977 até o mais recente, datado no ano de 2014, um total de 12 discos. Essa contagem totalizando 25 discos, veio do HQRock, que além dos Beatles, fala sobre diversas bandas, livros e HQs.
Atualmente, a inovação no cenário fonográfico é, repetida vezes, feito a partir de grandes mudanças ocorridas na década na qual a banda estava presente. Nada no mundo musical é perdido. Tudo é renovado e transformado para proporcionar algo melhor para quem admira esse processo no qual o trabalho passa a ser cada vez mais exigente. Os Beatles conseguiram ser a influência de bandas ao redor de todo o mundo. De Oasis a Legião Urbana, temos que admitir que cada vez mais observamos, mesmo com alterações visíveis, os resquícios da "Betlemania" por todos os lados. Heranças na composição visual, em encartes de discos e na maneira como, hoje, vemos o ambiente musical são influências e tendências diretamente deixada pelo quarteto britânico.
A majestosa passagem de George, John, Paul e Ringo trouxeram uma influência não só no meio musical, mas em toda parte. As paródias não são apresentadas somente como músicas, elas também são feitas com capas de álbuns e fotos icônicas dos Beatles. "The Yellow Album" é uma paródia feita pelos Simpsons, cuja a capa é uma referência direta do disco "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band" e o nome cita exclusivamente o álbum "The White Album", um verdadeiro clássico; enquanto isso, o próprio Paul McCartney, ex-integrante, fez uma referência clara ao álbum "Abbey Road" com a capa de seu disco "Paul is Live"; e isso é só para começar a citar as paródias já ocorridas e que tenham relação a banda.
O verdadeiro poder dos Beatles é desconhecido, porém se tem uma ideia do quanto é grande. Muito do que vemos no meio fonográfico é uma menção direta a um legado deixado à tempo pelos brilhantes cantores da década de 1960. A aparição rápida no cenário musical da época, e seus dez anos "no ar" antes da separação, fizeram dos Beatles lendas não só por seus feitos inéditos e por suas heranças, mas também por suas composições que era extremamente bem feitas e, algumas chegavam ao patamar de excêntricas, tomando um lugar de peso e trazendo à tona um sentimentalismo muitas vezes inexistente em músicas atuais.
Mesmo com tantas informações à cerca de uma das bandas mais influentes do mundo, sempre existem curiosidades que nós desconhecemos, e que são, muitas vezes, divertidas ou tristes demais para que nós se quer pensarmos a respeito. Que tal descobrirmos juntos algumas curiosidades sobre a banda que mudou a cultura pop?
1. Você conhecer o Cavern Club? Ele foi tido como a "residência" dos Beatles, e isso só aconteceu porque a banda tocou por lá cerca de 264 vezes entre Dezembro de 1960 e Agosto de 1963.
2. Ao irem para a América do Norte, mais precisamente para os Estados Unidos, para uma apresentação no programa de "Ed Sullivan", eles conseguiram um feito inédito já que, durante os primeiros cinco minutos da transmissão da partição do grupo no programa, não houve nenhum assalto ou homicídio em todo o país.
3. Sabe os famosos video clips que lançam tantos artistas hoje em dia? Então, essa foi 'invenção' do famoso quarteto britânico que, cansados de ter de ir se apresentar em programas de TV, resolveram gravar músicas em vídeos e enviarem para as TVs. As primeiras músicas que sofreram essas 'transformações' foram: Paperback Writer e Rain.
4. Hoje em dia é muito comum comprarmos um CD e ele vir com um encarte junto com as fotos e as letras das músicas, certo? Essa tendência se iniciou com o disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o primeiro no mundo a vir com um encarte feito assim.
5. Quem criou os famosos cortes de cabelo dos Beatles foi Astrid Kirchner, namorada de Stu Sutcliffe.
6. Os Beatles foram os primeiros a colocar trechos de trás para frente nas músicas, como em Strawberry Fields Forever, Blue Jay Way, Rain, Free As A Bird.
7. Durante uma excursão em 1965 ao Canadá, um dos policiais da segurança dos Beatles chamava-se Pepper (e ele era sargento).
8. Após um show nas Filipinas foi marcado um jantar entre os Beatles e a primeira-dama desse país, mas os próprios Beatles não foram avisados. Com isso, ela ficou esperando por eles a toa no palácio. Ela se sentiu humilhada e no outro dia a caminho do aeroporto, os Beatles foram perseguidos por populares que tentavam linchá-los.
9. O disco mais vendido dos Beatles é a coletânea chamada “1″ lançada no ano 2000, que contém as 27 músicas de maior sucesso dos Beatles. Entre os álbuns dos anos 60, o título de campeão de vendas fica com Abbey Road.
10. A primeira música dos Rolling Stones (I Wanna Be Your Man) foi dada de presente por John e Paul.
11. Os Beatles venderam quase 2 bilhões de discos e fitas até hoje.
12. O primeiro nome da música “Yesterday” foi “Scrambled Eggs” (ovos mexidos).
13. Além disso, Yesterday é a música que foi gravada o maior número de vezes por diferentes cantores.
14. O título original do disco “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” era “Dr. Pepper”.
15. O disco “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” foi produzido em 129 dias, em 700 horas.
16. O disco “Please Please Me” foi quase todo gravado em apenas um dia (11 de Fevereiro de 1963).
17. A primeira aparição dos Beatles na TV americana foi dia 03/01/64, no programa de Jack Paar, onde ele exibiu uma versão ao vivo de “She Loves You”.
18. Antes do nome “The Beatles”, a banda teve vários outros nomes: “The Quarrymen”, “The Rainbow”, “Johnny & The Moondogs”, “Long John & The Silver Beatles” e “The Silver Beatles”. Nessa época com o nome “The Silver Beatles” eles usavam apelidos bem estranhos: John Lennon era chamado de “Johnny Silver”, Paul McCartney era “Paul Ramon”, George Harrison era chamado de “Carl Harrison” e Stu Sutcliffe era “Stu Stäel”;
19. No primeiro show de Ringo Starr junto com os Beatles no Cavern Club (18 de Agosto de 1962), o público gritava sem parar: “queremos Pete” (Pete era o antigo baterista da banda);
20. Durante as gravações do disco Abbey Road, um dos mais famosos dos Beatles, os integrantes já estavam brigados entre si, e decididos a acabar com a banda; com isso não tocavam mais juntos, cada um gravava sua parte das músicas do disco separadamente.
Fontes: HQRock, Wikipédia, Insoonia, Cavern Club.
- 12:11 PM
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